Arquivo | setembro, 2008

Tropismo

26 set

Leis
Normas
Mandamentos
Recomendações
Sanções
Coações
Cortes
Medidas provisórias
…e definitivas
Deveres
Poderes
Olhos atentos
Câmeras indiscretas
Multas
Fiscalização
Disciplina
Ordem
…é Progresso?!ist2_1885852-bamboo

Observo o bambu japonês… Somente
a sua própria energia
o orienta
e, subindo sempre,
ele busca o Sol
…que, em absoluto silêncio,
o atrai… e o espera.

Opinião

26 set

Quem?

Robert Darnton, historiador e diretor da Biblioteca da Universidade Harvard:
“O livro é uma grande invenção. É agradável de manusear e ler. Não desaparecerá. Mas crianças e adolescentes têm hoje pouco contato com ele. Sua fonte de entretenimento é o computador. Os jovens são fascinados pelas pequenas doses de informação a que têm acesso pelos diferentes tipos de máquina e não desenvolvem o hábito de longas horas de leitura.
…………………Eles dependem demais do Google. Ele é uma ferramenta fantàstica, mas não é adequada para oferecer ao leitor o tipo de experiência, de degustação, que só o livro possibilita.”

(Revista Época, 01/09/2008)

Você concorda?

Sem volta…

23 set

No mais alto da montanha

o gesto definitivo.

Agora não há mais volta,

o que está feito, está feito.

Rasgado o forro da almofada

as plumas pertencem ao vento…

Não cabe arrependimento.

plumas3

Em cada pluma, uma história…

Em cada história, um sentimento…

Em cada sentimento, a alma.

Assim

a alma do poeta

fez-se pássaro,

fez-se nuvem,

fez-se gota de orvalho

a revigorar a noite.

Liberdade – borboleta

perdeu-se em discretos rodopios,

sem limites,

sem controle,

sem fronteiras…

O infinito horizonte

é seu caminho.

Campos e vales

seu destino.

Impossível ao poeta

recuperar o que era seu.

Rasgado o peito,

a alma se evadiu

…mas não se sente só nem triste.

Em algum lugar distante,

quem sabe, num curto gesto,

uma delicada mão,

recolhendo-a suavemente,

vai lhe dar toda atenção.

***************

Pois é!

Diante das exigências do meu ainda restrito público, eis-me aqui, em rede, conversando com vocês.

Timidamente estendo as mãos. Deve haver, em algum lugar, alguém querendo dançar uma ciranda (não confundir com a ciranda global!!!). Refiro-me à ciranda que oferece o contato amigo, a presença sempre frontal que obriga o olho no olho, o que expressa confiança. A mão na mão faz circular energias inexploradas… o ritmo lento e constante não cansa jamais. Aquele passinho, que parece retroceder, apenas demonstra que não há pressa.

É, a ciranda, o real sentido da vida que escorre lenta para que se tenha tempo de fazer amigos.

Pena que tenhamos esquecido isto… e, muito apressadinhos, por vezes nos perdemos.

Mas vale a pena relembrar, nesta conversa com você.