Com Mário Quintana, retorno à POESIA

31 jan

Não são necessários muitos dias longe do assunto primordial desse blog – A POESIA –
para que eu sinta uma tremenda saudade… a falta da Poesia me provoca uma incontrolável “crise de abstinência”.
Mário Quintana vem aqui me devolver o equilíbrio:

EMERGÊNCIA


Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
– para que possas profundamente respirar.Quem faz um poema salva um afogado.

E mais :

” Fora do ritmo, só há danaçãoFora da poesia não há salvação.” (M.Q.)


Quanto à forma de paginar os poemas, o poeta é bem claro:

“Os livros
de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em branco e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam enchê-las de desenhos – gatos, homens, aviões, luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas – que passarão a fazer parte dos poemas”.
E, se algum espaço sobrar, que possa um poeta utilizá-lo… e escrever palavras que lhe venham a transbordar, carregadas de sentimentos e incontidas emoções.
E ali deixar gravado o que o instante inesperado lhe sussurrou num incontrolado impulso.
Eu, da minha parte, tenho usado e abusado desses claros…
Grata, poeta amigo, pelo espaço liberado!

Preciso agradecer, de público,

AO POETA

Bendigo cem mil vezes o poeta
que diz de mim o que
nem eu mesma sei dizer.

Passeia pela minha alma e vê.
Vai bem fundo,descobre, aprecia,
desvela…e anuncia.

Põe a nu a minha alma morta,
a minha alma triste,
a minha alma cheia de alegria.

Que bruxo é esse que expõe ao sol
o que, cheia de pudor, eu escondia?
De longe vem para me conhecer
e revelar quem sou.

Me assusta essa magia louca:
tirar de mim palavras que não disse,
palavras que jamais chegaram
à minha boca,
pois revelar-me é algo que não posso.

Embora falando
em nome de si mesmo,
é por mim que ele canta
e muitas vezes chora.

Vai, poeta amigo,
espalha pelos ventos teu poder,
Mas não reveles nunca este segredo nosso.

Nem sempre eu sou tão generosa em relação aos fantasmas que bisbilhotam o mais íntimo de cada um. E reajo!

A espreita

Não dou chance
ao fortuito fantasma
que me acompanha
(e que sou eu mesmo).
Vive a me espionar.
Espera o momento
em que eu baixe a guarda.
Pensa descobrir
o que não quero revelar.
(Vai cansar…)

Seu olhar, fixo em mim,
eu finjo não perceber.
Ele se finge casual…
Mas não é!

Como felino à espreita da caça
a qualquer momento ele salta
e romperá o tênue véu
que encobre a minha intimidade
(…é o que ele pensa?!)


Verá! Eu sou mais Eu!


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25 Respostas to “Com Mário Quintana, retorno à POESIA”

  1. Anonymous 5 de fevereiro de 2010 às 15:57 #

    Primeirããããããoooooo!…. mutatis mutandi, como diriam as amigas de Anabel.
    Isto aqui está meio desanimado. Com exceção de quem não tem o que fazer, todos estão suposta e produtivamente ocupados.

    Vejamos: ….
    Rejane consulta os portulanos para a próxima odisséia…

    Sã é só nos chocolates…

    Recluso no quarto, Iúiúrákúshô quer desbancar Chico, Aldir e Paulo César Pinheiro na sua próxima composição…(Aguardemos…)

    Luísa ( Ou Luiza – eu nunca sei direito. ) dedica-se a uma vida monástica e mal abre a boca. (Terá feito voto de silêncio?)…

    Liane só quer saber de obturação e tratamento de canal. (Diz que agora ela fatura uma fortuna monopolizando a saúde bucal da zona cacaueira. ‘Tá até pensando em fazer um curso de ortodontia para maximizar os lucros.)

    Anagirlpromisedinmarrige[Segundo definição do Michaelis.]bel é só convites, rendinhas brancas e salões de festa…

    Já Ninja, mesmo que dissessse alguma coisa, não entenderíamos nada por motivos óbvios…

    Quanto a mim: vou manter silêncio. Não quero aparecer fantasiado num carnaval onde todo mundo dispensou a fantasia.
    ………………………………………..

    Aquelas páginas fininhas de papel bíblia nos tempos dos googlereaders?!
    Repito: quem esperas seduzir para o teu twiter?

    A quem importaria esse outro ser esquisito chamado M. Quintana – primo-irmão de J.D.?

    “Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em branco e suficientes claros”

    Obsoleta é o que tu és.
    Um twiter não comporta nada além de 150 caracteres, e ainda queres ociosamente enchê-lo de longas margens em branco e claríssimas inutilidades?

    Mas, já que insistes, mando também – da mesma coleção impressa em papel bíblia – as Obras Completas do Poetinha.

    Que faças bom proveito.

    Sou pessimista:
    Fora da Campus Party, não há salvação. [UptodateBel vai comer o meu fígado…]

    ………………………………….

    O jogo ‘tava 3 x 1 pro Fluminense.A catástrofe parcial prometia um segundo tempo ominoso, e eu aqui achando tudo uma m.. sem salvação..
    Foi aí que resolvi abdicar de minhas convicções e , no intervalo, botei no pescoço aquela guia vermelha e preta feita de sementes de sabe-se lá o quê , que Mãe Dinah de Exu – babalorixá poderosíssima, que põe Mãe Menininha no chinelo – me mandou da Bahia.
    Resultado: Mengão virou pra 5 x 3.

    …Pura poesia… (Que ninguém entenderá…Nem mesmo tu…)

    Eparrê, meu pai !!!!
    Anonymous | 01.02.10 – 6:44 pm | #

  2. Rejane 5 de fevereiro de 2010 às 15:58 #

    Olha que eu conheço esse anônimo…
    Sabia que Liane é amissíssima da Cacica ( cacique mulher ) de Olivença? Ela quer é monopolizar todo o sul da Bahia e não só a região cacaueira! E o sonho dela é que a chefona dos índios vá ser sua clliente!
    ———————————————
    Eu sei quem é J.D. ! êêê! (Tudo bem que foi depois que ele morreu…mas também vale!)
    ———————————————
    Quando torcia por time de futebol ( há 30 anos) meu time era o Fluminense do Rio. Hoje malmente torço pelo Brasil de copa em copa, quando lembro que tem jogo e quando não aproveito pra ir ao cinema ou supermercado já que ficam vazios.
    ———————————————
    Amanhã é dia de Iemanjá, 2 de fevereiro. Dia de festa no mar aqui em Salvador. Soube que nossa Yalorixá já está com suas oferendas pra colocar no mar e seu lugar no barco da colônia de pescadores do Rio Vermelho está garantido! Dizem que é ouro que nem ladrão acaba!
    ———————————————
    Boa semana para todos!
    Oiá de mim!
    Rejane, a discípula.
    | 01.02.10 – 10:16 pm | #

  3. Dinah 5 de fevereiro de 2010 às 15:58 #

    Tenho uma nova função(felizmente pouco exercida): consertar algum (raro) erro que venha a acontecer nas intervenções de Jucemir.
    Retificando, a pedido, por falta de energia lá em Campo Grande, coisa que tem se tornado recorrente :
    Onde se lê”…Mãe Dinah de Exu – babalorixá poderosíssima ” leia-se:
    “…Mãe Dinah de Exu – ialorixá poderosíssima “…

    Comentando: a reviravolta do Mengão, COM CERTEZA, teve a intervenção dos deuses…e o tal não se deixa convencer…cabeça dura!!!!!!!

    Dinah | 01.02.10 – 10:34 pm | #

  4. Sandrinha 5 de fevereiro de 2010 às 15:59 #

    Oii gente!
    Siim Jucemir, seu ‘Gato Chique Poliglota’ tá poderoso! suahsuhuha

    Nao tenho o que comentar, só que meu teclado tá arruinado e alguns acentos e pontuaçoes nao aparecem quando eu escrevo! ARRGH!

    Beijos.
    Ah! Voltei às aulas hoje… Bom… me decepcionei, eu estava esperando mais.

    Sandra | 02.02.10 – 3:38 pm | #

  5. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 15:59 #

    Para Dinah.

    “Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde eu nasci, como passei a porcaria da minha infância, o que meus pais faziam antes que eu nascesse, e toda essa lenga-lenga tipo David Copperfield, mas, para dizer a verdade, não estou com vontade de falar sobre isso. Em primeiro lugar, esse negócio me chateia e , além disso, meus pais teriam um troço se eu contasse qualquer coisa íntima sobre eles. São um bocado sensíveis a esse tipo de coisa, principalmente meu pai. Não é que eles sejam ruins – não é isso que estou dizendo – mas são sensíveis pra burro. E, afinal de contas, não vou contar toda a droga da minha autobiografia nem nada. Só vou contar esse negócio de doido que me aconteceu no último Natal, pouco antes de sofrer um esgotamento e de me mandarem para aqui, onde estou me recuperando…”

    Na tradução, começa assim.
    Faz mais de trinta de anos que eu o li; pretendo relê-lo em breve.

    Jucemir(Não sei por que saí anonymous.)

    | 02.02.10 – 6:23 pm | #

  6. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:00 #

    “Sabia que Liane é amicíssima da Cacica ( cacique mulher ) de Olivença?”

    Que!…. Sei de fonte segura que , qualquer dia desses, Lili Carabina se veste de cowboy(girl), pega uma winchester esquecida dos tempos de vovô Alberto menino, bota uma touca ninja tipo BOPE, monta num alazão e vai preparar uma tocaia lá pras bandas de Olivença City.
    Depois – tudo correndo bem – Lili , vingada e feliz, volta a tratar dos dentes do povo como se nada tivesse acontecido.
    Porém, se for descoberta, a justiceira some no oco do mundo e ninguém mais pega…

    …………………………………

    “meu time era o Fluminense do Rio”

    Tens um passado pó de arroz. Tinha que ser.
    (Me lembro que em Ilhéus só havia dois times: Flamengo e Vasco.)

    Jucemir
    | 02.02.10 – 7:00 pm | #

  7. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:00 #

    Pra Sã.

    “só que meu teclado tá arruinado e alguns acentos e pontuaçoes nao aparecem quando eu escrevo! ARRGH!”

    Como dizia Gogol’ [Pronuncia-se “gôgalhi”.] : Não reclames do espelho se tens a cara torta.

    Jucemir

    | 02.02.10 – 7:01 pm | #

  8. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:01 #

    Ainda pra Sã.

    “Gato Chique”

    Nada mais distante da dura realidade com a qual Model diariamente se defronta: sobreviver num quintal com oito cães é só para os fortes.

    Jucemir

    | 02.02.10 – 7:18 pm | #

  9. Liane 5 de fevereiro de 2010 às 16:02 #

    Como diria Luísa: “Eu ri litros”… kkkk…
    Êita povo criativo!!!

    Liane | 03.02.10 – 1:01 pm | #

  10. Liane 5 de fevereiro de 2010 às 16:02 #

    Como diria Tia Célia: “Liane, a santa: Não fala, mas ri…” KKKK

    Liane | 03.02.10 – 1:03 pm | #

  11. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:03 #

    Eu aqui preocupado com uma possível indiscrição de minha parte , e Lili rindorios…
    Que seja…

    De qualquer modo, após o trabalho funesto, é essencial verificar se não se deixou embaixo da árvore frondosa que aumentava a escuridão protetora da noite,

    [ Da única vez que estive em Olivença, me lembro que havia por lá muitas gameleiras de generosas sombras. Não recomendo esconder-se atrás de nenhum pé de piaçava, a menos que te aninhasses na copa – que parece uma vassoura de ponta-cabeça – , mais aí seria necessário levar uma escada pra subir, pois não te imagino tão atlética a ponto de escalar o tronco longo e áspero de uma attalea funifera.]

    ou nalguma exígua moitinha de capim ali pertinho, um minúsculo pedacinho do chiclete que ajudava a passar o tempo e diminuía a ansiedade antes do tiro fatal.(Bitucas de cigarro são especialmente perigosas, mas não creio que sejas tabagista.)

    Nestes tempos onde não passa despercebida nenhuma moleculazinha de DNA, é preciso ter muito cuidado.Imagina ser abordada em pleno consultório por um mal encarado cientista forense do CSI: ILHÉUS te intimando a abrir a boca pra raspar tecido epitelial de dentro da bochecha?

    (Mámis, que ontem estava assistindo CSI:LAS VEGAS, sabe muito bem a que me refiro.)
    …………………………………..

    Soube inda ontem de duas obras maravilhosas que jamais vieram a público: “O Vulcão da Liberdade” e “A Estrada do Vulcão”.
    Quem viu-leu disse que era coisa capaz de pôr joyceroseanapierceanamente em cheque a tradição literária ocidental.
    Seria coisa pra muito além da tímida promessa concretista “de campos e espaços”.
    Parece que a autora, mal saiu do ventre materno, já foi logo escreve-desenhando.
    Também quero ver-ler tal suposta maravilha, pois o julgamento de Corujavóvis tende a ser altamente tendencioso.

    Quem sabe a petiz tem futuro?
    “Rirrios” é uma aliteração interessante..
    …………………………….

    Apraz-me saber que Luísa ri , apesar do voto de silêncio.

    ……………………………

    Isto aqui está ficando cada vez mais poético…

    Anônimo(…É bom não me comprometer; sempre posso ser acusado de cúmplice…)

    …………………………..

    Pr’Anabel.

    Estou consternado.
    Eu não entendo nada de fotografia, e , ao que parece, o serviçal da Livraria da Travessa, apesar da fama carioca do estabelecimento que lhe paga os estipêndios, menos ainda. Destarte, quando pedi um álbum de Walter Firmo, o infeliz mostrou-me um intitulado “Rua Larga”. Aceitei de boa fé, sem ao menos verificar os créditos.

    (São todos fotógrafos que se limitaram a captar as ruas cariocas – inclusive o baiano Walter.)

    Quando cheguei em casa, descobri frustrado que nem todas as fotos eram de autoria de Walter – o cara que descobriu a beleza esculturalmente mulata de Marisa “ Mocidade Independente de Padre Miguel” Montini e, ainda muito novo, andou fotografando a fatal nudez de Luz Del Fuego.

    Perdoa-me, mas vou ficar te devendo um ou

    | 04.02.10 – 2:31 pm | #

  12. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:03 #

    Resenha esportiva…

    Ontem o MENGÃO só empatou com o Olaria – 3 x 3 foi o escore final – na bacia das almas, graças a uma feliz cabeçada de Vágner “ex-Palmeiras” Love…

    …Acho que a guia abençoada está perdendo o poder depois daquele histórico Fla-Flu…

    Jucemir

    | 04.02.10 – 2:46 pm | #

  13. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:03 #

    PrAnabel…

    “Perdoa-me, mas vou ficar te devendo um outro presente.

    “Quanto a mim: já rasguei minhas vestes e lancei cinzas sobre minha cabeça.”

    ( Este Haloscam está pior que a Light…)

    | 04.02.10 – 2:52 pm | #

  14. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:05 #

    Correção: Que Luísa me perdoe: “RIR-LITROS”.

    | 04.02.10 – 2:53 pm | #

  15. Jucemir 5 de fevereiro de 2010 às 16:06 #

    …Ia me esquecendo: aquelas mesmas goiabas espalhadas no bojo do carrinho de mão, bem ali no final da Saara com a Senhor dos Passos, perguntaram: Cadê Dinah?

    Jucemir

    | 04.02.10 – 5:53 pm | #

  16. Bel 5 de fevereiro de 2010 às 16:06 #

    Pra Jucemir, a la Jack, o estripador:

    1. Em iIlhéus tinha o Ferroviário, vide foto no meu blog (www.deixoler.wordpress.com), com Marido de goleiro! (Segundo Tucha, “pegava todas”. E eu ainda nem era nascida!!!)

    2. Quanto ao presente, eu quero Rua Larga mesmoooo!!! O fato de não ser SÓ do Firmo, não desmerece o livro. Quem sabe não me identifico com algum outro???

    3. Nem sei como agradecer os tantos presentes… um dia ainda retribuo. Ao vivo e a cores. E tiro foto sua, coisa que Mãe Dinah não conseguiu.

    4. Vê se comenta no meu blog tb, porque aqui vc já parece o dono da casa!!! HUMPF.

    Bel | 05.02.10 – 3:42 pm | #

  17. Bel 5 de fevereiro de 2010 às 16:06 #

    Vixe, que eu conversei com o Nerd Poliglota e não comentei sobre o post! Que vergonha, que indelicadeza!!!

    O que Dinah disse, quem deveria ter dito era eu. Afinal de contas, poeta é poeta, e nós, meros leigos, é que temos que invejá-los, e não eles uns aos outros! Ela não fica devendo NADA a nenhum dos famosíssimos!!!

    “Certas canções que ouço
    cabem tão dentro de mim
    Que perguntar carece:
    Como não fui eu que fiz????”

    Beijos poéticos de quem AMA poesia, mas passa longe da arte de escrevê-la.

    Bel | | 05.02.10 – 3:45 pm | #

  18. dinah 10 de fevereiro de 2010 às 17:37 #

    COmo já é sabido, comentado, registrado em cartório e reconhecida a firma, O NOSSO JARDIM ATÈ HOJE SOFRE COM TERRÍVEIS DESCONSTRUÇÕES que não têm fim…Mas, PASMEM, nada se compara ao que está acontecendo AQUI DENTRO DE CASA !!!!!!!!!!!

    Oh! CÉUS!!! OH! DOR!!! OH! VIDA !!!!!Tudo em volta de mim é uma RUÍNA!!!!
    Há quem diga que isso é apenas um momento anterior ao esplendor que virá em seguida…..Já não tenho forças para acreditar nessa BOA NOVA …… Consegui ligar o computador a duras penas!!!!! Até encontrar o fio deu trabalho!!!!!!! “Nada ficou no lugar”, Já cantou a Calcanhoto.

    Só falta nada disso que estou escrevendo ir ao encontro de vocês. Quem garante por esse novo endereço?????

    Dinah, a desterrada, sem som, sem DVD, sem cama, sem mesa, sem fogão, sem…CANSEI!!!!!!! Mas daqui não saio! Apesar dos convites para comer e dormir com os parentes…Sou um jumento empacado!!!!!!

    Um milhão de beijos empoeirados.

  19. dinah 10 de fevereiro de 2010 às 17:43 #

    Em tempo:
    NÃO É “A ESTRADA do vulcão”…….É ” A ESTRELA DO VULCÃO”

    Limpe os ouvidos antes das conversas ao pé do dito…..

  20. Bel 11 de fevereiro de 2010 às 14:07 #

    Não precisa se preocupar, tá tudo funcionando por aqui!!!

    Beijos mis!!!

  21. Jucemir 11 de fevereiro de 2010 às 14:08 #

    Para Dinah ( que uma dia se chamou Senhora Dalloway).
    O que é isso que chamam de acontecimento?
    Creio que seja somente um momento egocentricamente eleito pelas idiossincrasias insondáveis de nosso desejo – segundo a psicanálise – ou de nosso histórico de contingências de reforço – segundo o behaviorismo skinneriano, do qual ainda sou adepto.
    O que sei?
    Das muitas coisas que escutei no 10º andar da UERJ – onde funciona o Departamento de Psicologia – talvez nada tenha aprendido e , não obstante, esqueci da metade.
    [Em italiano é ainda mais sonoro: “Non no imparato niente ed ho dimenticato la metà”.)
    Melhor fora ter optado por odontologia?
    Quem sabe? Bastava atravessar o Boulevard 28 de Setembro – que tantas vezes Noel , completamente bêbado, deve ter atravessado após visitar Angenor, que morava lá do outro lado da linha de trem, no morro famoso – e entrar no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Onde funcionam as Ciências Médicas da referida universidade.)
    Mas voltemos a essa invenção a que chamam de acontecimento…
    Isso não existe. É obra fantasiosa desse povo literato e historiador. [Menos mal que Foucault o tenha diluído no cotidiano infinitesimal do que mal percebemos.De Foucault não sabes neca de titibiribas…Mas, pelos menos, conhecias alguma coisa de Bartolomé de las Casas…Já é alguma coisa…]
    Vejamos:…
    Na sexta-feira, comprei as embalagens para os teus devedês, livros e álbuns de fotografias para Anabel. Para conferir a qualidade técnica dos devedês, assisti mais uma vez a “Balada de Narayama” e “ As Horas”.
    Este último, pela terceira vez.
    Da primeira, pareceu-me um tanto confuso, pois escapou-me um tanto dos paralelismos entre as histórias.Melhorou da segunda vez; e , nesta última, apesar de não ter tido a reação de Sheila – aquela que “chorou, gritou, esperneou, amou, achou linda…” ao ouvir Iúiúrákúshô- parece-me ter , digamos, emotivamente entrado em sintonia, sem perda do espírito crítico.
    É um filme sensível e inteligente. (Eita! que chavão insípido.)
    Virginia era uma mulher bem doida, com um milhão de demônios particulares mal confessados.
    (Se eram piores do que os teus, desconfio que tu mesma não saberás dizer.)
    Espero que te agrade o livro e o filme.
    Creio que ultrapassaste , em certa medida, aquele egocentrismo, muito próprio dos leitores jovens, que nos dificulta sintonizar experiências deveras afastadas de nossa limitada vivência – por mais rica que seja.
    Decerto, estás além do equívoco derrisório de uma época que não se vê no sumidouro espelho do que se passou.

    Enfim, acontecimento é aquilo que em nós – sem que saibamos o porquê – elegeu-se como tal (a nossa revelia?).
    O ACONTECIMENTO só existe na cabeça do historiador ou do romancista.
    Descobri há mais de trinta anos que o Vesúvio era só um barzinho como outro qualquer.
    (Ou será que foi só porque cheguei depois que os bolinhos de Gabriela já estavam mofados?)
    (Cresceste olhando o Vesúvio e mal tomaste um refrigerante no Amarelinho…)
    ..Acordo ao meio dia. Tomo um frugalíssimo café da manhã. (Bem sabes que neste calor é difícil ingerir outra coisa que não sejam picolés, sorvetes, sucos e frutas.), converso contigo no telefone, ligo o rádio, tomo um gim com soda, acendo um cigarro e olho o quintal…
    …Cassie, a cachorra alfa, arqueja na sombra. Um sabiá bica as goiabas que caíram no chão.
    …Coloco água com açúcar pros passarinhos e lhes preparo uma piscininha com uma bacia de plástico, presa a um dos pés de amora , pra aliviar o calor.
    …No rádio, um repórter que escreveu um livro fala de uma africana que lhe propôs casamento pra fugir da miséria. (Mote prum livro de sucesso?)
    …Coloco os pacotes de fígado de galinha ao sol, em cima da casa dos cachorros para descongelar.

    [Antecipo o que Sã diria: “Mais que cães tão chiques…” Mas Sã nunca foi seriamente a um supermercado, e, portanto, não sabe que rins de boi e fígado de galinha são bem baratos – atualmente, o primeiro custa R$ 0,69, e o segundo, R$ 1,49 o quilo. ]

    Quiçá, a interrelação de tudo isso comigo costura-se tão somente pelo fio caprichoso da linguagem.
    Nada aconteceu nessa Manhã em Tidewa…, digo, Campo Grande?

    [Esse “lapso” é “culpa” de William Styron. Te mando qualquer dia .]

    Vá lá saber…
    Fica tranquila: aqui não há riachos, e eu não disponho de nenhum casacão cheio de bolsos para encher de pedras…
    Eu é que devia me preocupar: o mar de Itapuã é indiscutivelmente maior que qualquer riozinho da Inglaterra e fica perigosamente bem aí na tua porta…

    Requeijão.

    [Tomei mais uma dose de “aguinha” – em russo, chamam de vodka [водка] – pois, a seco, é difícil dizer tanta besteira.]

    | 07.02.10 – 4:50 pm | #

    ..

  22. Jucemir 11 de fevereiro de 2010 às 14:08 #

    Pr’Anabel.
    Non sense.(Portanto, posso logicamente falar de assunto totalmente alheio a qualquer dona de blogue. He!He!He!)
    Alice Lewis Carrol me disse que foi assim:
    Mal o homem de preto – expressão há muito ultrapassada, pois nos tempos debordiespetaculares de hoje, a indumentária de um árbitro pede qualquer coisa no estilo de Jorge “goleiro mexicano” Campos –

    [… Me ocorreu agora uma tese absolutamente heurística, demonstrando o liame psicoafetivocultural entre esse discípulo de René “a mais fantástica defesa da história do futebol que transformou um monótono amistoso Inglaterra X Colômbia numa página inesquecível do futebol” Higuita e as novelas mexicanas…]

    e a BallBel foi alçada na pequena área.
    Masca Mão de Veludo – o lendário guarda metas do lendário Ferroviário de Ihéus – instintivamente calculou o exato ponto descendente da trajetória e postou-se para a defesa…
    …Porém, aquela não era uma bola comum, era uma raríssima BallBel, toda dourada e redondinha .
    Num átimo, Masca já não era Masca. Era agora um semideus tipo Hércules, tipo Atlas, a quem , naquele momento, importava apenas colher o Pomo da Hespérides, ou roubar o Velocino de Ouro.
    Destarte, Mão de Veludo voou uns dois metros acima da cabeça adrianicamente ameaçadora do centro-avante, agarrou BallBel, e os dois cairam apaixonadamente na pequena área.
    Pra quem assistia das arquibancadas, parecia um lance normal de jogo, mas…
    …Cadê que Mão de Veludo se levantava?…
    Todos se perguntavam: terá quebrado o braço? luxou o ombro?
    Que!…
    (Decerto, Masca Mão de Veludo antecipava em alguns anos a manha manjada de Bruno, que “cai” em todo jogo só pra esfriar o ímpeto adversário. [Será que preciso te dizer o nome do time que paga os estipêndios de Bruno?…])
    Veio o juiz, percebeu que não era caso de contusão, dado ao prazer evidente do atleta, e aplicou-lhe insensivelmente o cartão amarelo por cera e ordenou-lhe repor a BallBel em jogo.
    Inútil.Mão de Veludo continuava aninhado com a dita cuja no interior da pequena área.
    O juiz não teve alternativa senão cumprir a regra: mostrou-lhe o segundo amarelo e o vermelho logo em seguida.
    Mas Mão de Veludo – infenso ao árbitro – nem se mexia?
    O médico do Ferroviário foi chamado e logo diagnosticou que Masca já não era responsável por suas ações: ele estava apaixonado pela BallBel.
    Chamou os homens da maca, e Mão de Veludo foi retirado de campo, substituído, e o Ferroviário foi goleado.
    Quanto a Masca, diz que até hoje não tem quem o faça soltar BallBel…
    A homologação da ligação (a)efetiva sai por esses dias.
    Não obstante o aval da comunidade, as palavras de Cazuza que seguem abaixo vocês já sabem de cor e salteado…

    “Agora ‘vão bora’
    Estamos meu bem por um triz pro dia nascer feliz (2x)
    O mundo acordar e a gente dormir, dormir
    Pro dia nascer feliz
    Essa é a vida que eu quis
    O mundo inteiro acordar e a gente dormir
    Todo dia é dia e tudo em nome do amor
    Essa é a vida que eu quis”
    ……………..

    Enorme abraço em ambos os dois, conjuntamente juntos.

    Jucemir, cronista esportivo.
    | 07.02.10 – 4:58 pm | #

  23. Bel 11 de fevereiro de 2010 às 14:09 #

    Uhuuuuu!!!

    Adorei a crônica esportiva!
    Mão de Veludo também, e vai responder por conta própria!!!

    Ah, peço permissão para copiar e postar lá no meu blog.

    Bjooos agradecidos,

    Bel
    Bel | 09.02.10 – 7:28 pm | #

  24. Jucemir 11 de fevereiro de 2010 às 14:09 #

    “Adorei a crônica esportiva!”

    Assim eu fico até sem jeito. Daqui a pouco, me sinto o próprio Nélson “Pó de Arroz” Rodrigues.

    Saudações rubronegras.

    Jucemir
    | 10.02.10 – 6:15 pm | #

  25. Dinah 11 de fevereiro de 2010 às 14:10 #

    MEU DEEEEEUSSSS !!!!!!!!!

    Como ele sabe ser gentil, amoroso, carinhoso, delicado, criando uma história onde não coube nem um gesto menos atencioso, ou meio sobre o crítico, ou sobre o sarcástico, ou ácido, ou desdenhoso, ou cruel, esquecendo “qualquer palavra ferina ou mordaz.”

    Parece até que tornou-se poeta da prosa, sem “o coração destroçado pelas mesquinharias da vida’, quase um coração infantil…que permaneça assim para sempre, embora saibamos que, ” para sempre é sempre por um triz”!!!!!

    Requeijões
    Dinah | 11.02.10 – 8:56 am | #

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