Arquivo | dezembro, 2012

Poems flying even farther

12 dez

Por quanto tempo? Não sei…

Tudo que se realiza vinculado à medida-tempo é fluido, transitório, evanescente, coisa de ocasião.

Mesmo os prazeres legítimos, às vezes, duram muito pouco… faz parte da sinfonia cósmica, impossível de ser retida entre os dedos.

Ou… (or):

For how long? I don’t  know…

Time desintegrates the most simple and precious things.

A sweet reader wrote me: “Congratulations! Your poems are borderless now, flying over the Internet’s wings!”

Maybe. The future, nor I can see…

Que seja: voar nas asas do tempo:

 

SUBLIME LONGING

Dinah Hoisel

No wings,
no roots …
curious fate
befits the human being.

The might to move on,
to follow one’s own dreams.
sublime urge
to keep up the journey

o feverish eagerness
to see further ahead.
to know what lurks
o’er the hills.

The sky challenges
and the horizon calls.
Though wingless as it is the beyond is a lodestone.

Open spaces,
expand boundaries
There is no escaping
from such a fate.

Break limits
is their lot.
and the eagle’s yearning,
their sentiment.

If something holds up their freedom
Certainly they will escape mentally.

(Translator: Marcos Barros)

 

SUBLIME ANSEIO

Nem asas,
nem raízes…
Curioso destino
cabe ao ser humano.

Poder movimentar-se,
seguir os próprios sonhos.
Sublime impulso
de prosseguir viagem.

Ânsia febril
de enxergar mais longe.
Saber o que se esconde
para além dos montes.

O céu o desafia.
O horizonte o chama.
Mesmo não tendo asas
o longe é como um ímã.

Abrir espaços,
dilatar fronteiras.
Não há como fugir
de tal destino.

Romper limites
é a sua sina.
Anseios de águia,
o seu sentimento.

Se algo impede
a sua liberdade,
por certo escapará
em pensamento.

 

Hoje, uma data especial, mágica, mística.
Números cabalísticos: 12/12/12. O eterno desejo: que o futuro venha manso, Irmão!