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O TEMPO e o TEMPO

14 jan
Há poucos dias escrevi algo assim:
“O Tempo cronológico é irreversível. Uma pena! ! (ou não?!)…
Já o Tempo meteorológico é uma criança brincalhona ,  inesperada , surpreendente. Quando menos se espera ele muda radicalmente…Nuvens escuras e carregadas podem sumir no horizonte deixando em seu lugar, arco-íris e nuvens brancas, cheias de luminosidade, clareando a vida…
Se o responsável por isto foi um(a) andróide, um alienígena, ou um E.T.,  um orixá, ou um Anjo Bom, pouco importa!
O que vale  é: a alegria foi reinventada e (o que é melhor!) A POESIA VOLTA A TER RAZÃO!”
Estes pensamentos seriam uma retribuição à bela  canção CIDADE OCULTA de Arrigo Barnabé, Eduardo Gudin e Roberto Riberti, cantada por Vânia Bastos…

Ó meu Deus, como se pode ser tão ingênua e inconsequente, injusta e tola ao enfocar apenas um lado da moeda!

O que vemos agora demonstra a nossa submissão aos temores provenientes de uma natureza caprichosa e aterradora.

Revendo as afirmações extemporâneas, que soam tão mal, diante do momento vivido…O tempo cronológico é irreversível, sim, mas age lentamente , a longo prazo,  permitindo que a sua ação seja absorvida aos poucos, dando a chance de nos acostumarmos a ela. Nao é agradável…mas é compreensível… e suportável.

O tempo meteorológico, sendo imprevisível (ou quase) torna-se de uma crueldade inadmissível…como está acontecendo.

Incontrolável, ele espalha tristezas infinitas, ao soltar seus “demônios” numa escala desumana, cria situações de descalabro total, onde perder a vida parece ser o de menos. Ficar vivo e assistir a destruição de seu mundo, de seus afetos,  de uma vida construída com dedicação e esforço…isso é uma dor inominável!

A quem sobreviveu o que resta? Para onde voltar? Onde se encontram os seus entes queridos? Para onde vai o seu futuro? Por onde recomeçar?

“De que serve voltar quando se volta pro nada?”

O que resta?

É muito difícil aceitar como natural esse tipo de tragédia. O que nos cabe fazer para evitar que isto aconteça? Certamente tem que haver uma solução que ao menos amenize tais acontecimentos. Sabemos, a Natureza é avassaladora em determinadas circunstâncias…mas o ser humano tem a inteligência a seu favor.O que falta? Questão de prioridade?

– O que resta, neste trágico momento?

– A solidariedade, a generosidade, o voluntariado…

Ao futuro resta admitir que as atividades naturais estão sofrendo mudanças absurdas…o tempo mudou! Se as cidades continuam estruturadas da mesma forma… a tragédia está configurada e é inevitável!

A urgência das atitudes necessárias nunca se deflagrou tão urgentemente!

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